Novos tempos para a comunicação

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Comunicação

O reconhecimento, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da ocorrência de uma pandemia mudou a forma de se ocupar espaços físicos e virtuais. Nessa conjuntura de readaptação, a comunicação foi amplamente discutida.

Segundo a Anatel, o uso de internet – indispensável para a continuidade das relações na pandemia – aumentou em quase 50%. Os usuários estão interagindo cada vez mais em todas as frentes de redes sociais, como o Messenger, o direct do Instagram, LinkedIn e o TikTok, o aplicativo mais baixada em 2020. Se por um lado a tecnologia permitiu que os indivíduos realizassem tarefas e, de alguma maneira, se sentissem próximos. Por outro, as formas de se expressar foram diretamente afetadas, muitas vezes dificultando as interações.

Os expedientes da linguagem, das formas de se expressar, foram impactados, dificultando, muitas vezes, as interações sociais. A linguagem corporal, fundamental para a expressão de uma mensagem, de repente, foi impossibilitada. O contato físico, a proximidade, o gestual das mãos em meio à fala, foram abruptamente suprimidos das interações cotidianas, que tiveram que se adaptar ao enquadramento de uma câmera. Neste caso, pode-se falar sobre a experiência de professores e estudantes em aulas online. Além da distância, a dificuldade de manter o foco durante mais de uma hora de atividades torna-se evidente, já que trabalho, estudo e lazer confundem-se entre as notificações que a todo momento surgem nas telas.

O contato intenso com a tecnologia gera um bombardeamento de informações, que levam as pessoas à exaustão. Para comunicadores, isso gera uma reflexão de que o compartilhamento de conteúdos mais assertivos e direcionados – que gerem identificação e compartilhem as dificuldades – pode ser mais efetivo do que o grande volume de mensagens.

Uma das possíveis leituras na modificação do processo de comunicação é a transformação dos hábitos domésticos: o horário de programação foi alterado, assim como a rotina de famílias. Costumes enraizados na cultura brasileira, como o tradicional futebol de quarta à noite estavam presentes não só pelo esporte, mas também pela socialização e pelo ritual.

Com isso, nota-se um crescimento no acesso às plataformas de streaming, em que há flexibilidade e possibilidade de escolha de conteúdo. Em um semestre, o Globoplay aumentou em 145% o número de assinantes. Tendo isso em vista, é evidente que a comunicação mudou, e ainda está se habituando a novas formas de expressão, abrindo novos horizontes para as diversas possibilidades trabalhistas, de consumo, políticas e culturais. Podendo também ser entendido como um marco histórico do fim do século: “Acho que essa nossa pandemia marca o final do século 20, que foi o século da tecnologia. Nós tivemos um grande desenvolvimento tecnológico, mas agora a pandemia mostra esses limites”, afirma Lilia Schwarcz em entrevista para a CNN Brasil.

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